Eliane Brum e Miriam Leitão entram 2017 como as +Premiadas da História

*Publicado originalmente em 11 de janeiro de 2017

Eliane Brum (El País) foi o primeiro nome a liderar o Ranking dos +Premiados Jornalistas da História, em 2011. Miriam Leitão (Grupo Globo) foi o último nome que liderou esse mesmo ranking, em 2015. As duas, agora, se encontram como As +Premiadas Jornalistas da História, num empate que mais uma vez demonstra a força das mulheres no jornalismo brasileiro.

São duas gigantes, ambas com histórias de conquistas e reconhecimentos por onde passaram e em áreas como jornalismo e literatura. Eliane, a propósito, já havia dividido com Natalia Viana a liderança entre os +Premiados Jornalistas de 2016. E com esse excelente resultado, que lhe valeu 137,5 pontos, a repórter e colunista do El País Brasil alcançou Miriam Leitão, que desde 2014 encabeça a pesquisa. As duas terminam o ano com um total de 1.042,5 pontos.

Curiosamente, quando Miriam chegou à liderança do levantamento histórico, em 2014, também foi por um empate, com o então primeiro colocado José Hamilton Ribeiro. Naquele ano, inclusive, o eterno repórter foi considerado pelo Conselho Consultivo do Ranking como Líder Hors Concours dos +Premiados Jornalistas Brasileiros, tendo em vista a grande quantidade de prêmios que conquistou, em uma época em que eram raras essas iniciativas. Desde então, José Hamilton não mais compete entre os demais jornalistas.

Conquistas – Com o ótimo desempenho em 2016, Eliane chega a 28 prêmios em sua carreira, com destaque para o bicampeonato no SIP, cuja categoria Direitos Humanos ganhou em 2005, e no ano passado, em Opinião. Outra premiação internacional de destaque dela foi o Ibero-americano Rei da Espanha, em 2010. Além desses, foram mais dois Esso, cinco Vladimir Herzog, quatro Mulher Imprensa, três Comunique-se, um Líbero Badaró e um Jabuti de Melhor Livro Reportagem, entre outros.

Quando se fala em reconhecimento de carreira e obra, ninguém é mais lembrado entre os jornalistas brasileiros do que Miriam Leitão. São 31 prêmios, 25 deles pelo conjunto da obra, com destaque para o Maria Moors Cabot (2005), mais antiga premiação de jornalismo de que se tem conhecimento. Além dele, foram 13 Comunique-se, nove Mulher Imprensa, um ACIE e um Personalidade da Comunicação.

Menos numerosos, mas também de grande relevância, ela igualmente se destaca pelas conquistas do Jabuti de livro do ano – Não ficção (2012), do Esso de Informação Científica (2013) e do Vladimir Herzog de Reportagem de TV (2012).

Top 10 – Na terceira posição, com 887,5 pontos, Mauri König aproveitou-se da conquista em 2016 do Petrobras de Responsabilidade Socioambiental e da inclusão do Sistema Fiep, cujo Grande Prêmio ele venceu em 2015, para se distanciar um pouco mais do quarto colocado Caco Barcellos e diminuir a diferença para as líderes, de 187,5 para 155 pontos.

Caco também deu um bom salto em sua pontuação nesta edição, chegando a 865 pontos após as conquistas do Comunique-se – Repórter de Mídia Falada e do Vladimir Herzog de Reportagem de TV.

Em 5º lugar, com 852,5 pontos, Cid Martins viu sua distância para Caco diminuir após os bons resultados de 2016. O repórter da Rádio Gaúcha somou mais 70 pontos nesta edição após conquistar cinco prêmios no ano passado e ainda contar com a inclusão do Asdep, que lhe rendeu o acréscimo dos pontos de uma conquista obtida de 2006. Com esses seis novos registros ele chega à impressionante marca de 50 prêmios computados pelo Ranking, disparando ainda mais na liderança entre os jornalistas com mais prêmios conquistados.

Mais de 100 pontos o separam do 6º colocado, o repórter especial de O Dia João Antônio Barros. Sem nenhuma conquista em 2016, o carioca permaneceu com os mesmos 722,5 pontos da última edição. Giovani Grizotti, na 7ª posição, somou mais cinco pontos, chegando aos 687,5 pontos.

Um desempate marcou a briga pelas 8ª e 9ª colocações. Com apenas 2,5 pontos de diferença, Carlos Wagner superou Marcelo Canellas. Eles terminaram o levantamento com 672,5 e 670 pontos, respectivamente. Dimmi Amora manteve-se na 10ª posição com os mesmos 657,5 pontos acumulados ao final de 2015.

Top 20 – Se entre os dez primeiros colocados poucas foram as mudanças, o mesmo não pode ser dito do 11º ao 20º postos. A começar por Domingos Peixoto, que ganhou duas posições em relação a 2015 e terminou em 11º, com 610 pontos. Com isso, Clovis Rossi passou a ocupar a 12ª posição, com os mesmos 600 pontos da última edição. Apenas 2,5 pontos atrás está Humberto Trezzi, que, após ganhar três posições, ocupa agora o 13º lugar. Ele ultrapassou André Trigueiro, na 14ª posição, com 582,5 pontos, e Gilberto Dimenstein, em 15º, com 545.

Quem também se destacou foi Domingos Meirelles, que saltou da 20ª para a 16ª colocação, com 527,5. Cinco pontos atrás está Fernando Rodrigues, na 17ª posição. Empatados no 18º lugar, com 492,5, Monica Bergamo, Nilson Cezar Mariano e Ricardo Boechat completam os Top 20.

Confira a seguir lista completa, com mais de 8 mil profissionais premiados.

+Premiados Jornalistas da História